sábado, 5 de setembro de 2009

êh caloura

Antes eu achava que quando eu traçava uma meta, eu fara de tudo pra alcançá-la. Porque sempre foi assim, se eu quisesse algo, eu conseguia. Chame de determinação, de teimosia, do que quiser, mas o fato é que era fácil fazer o que eu quisesse.

Agora mesmo a determinação não parece bastar.

Eu vi os veteranos do segundo período dissecando os novos cadáveres, senti o formol impregnado em cada cantinho da sala. E uma vozinha na cabeça me sussurrou:

- por que tu tá fazendo medicina mesmo?

E ok, dá pra ignorar, continuar a vida de caloura. Dá pra continuar a andar, ler, comer, ouvir música, voltar ao normal. Mas aí começo a estudar pra citologia, e a voz insiste:

- Não, sério, por que? Assim, tinha História, cara. História era uma matéria legal. Ou sei lá,tinha teu plano B. Administração e Moda não parecem ser tão ruins.

E é aí que eu sou orbigada a concordar.Não que eu vá desistir do curso,porque apesar de não tão glamuroso como é pintado aí fora, medicina ainda é meu sonho. Cheio de canecas com cafés, olheiras e mais de 24 horas no dia. But still.

-I don't wanna wake up just yet, thanks.

sábado, 29 de agosto de 2009

Love is such a bitch

Tenho uma tia que é mãe solteira de três meninas, e a mais velha têm problemas amorosos desde os onze anos de idade. Houveram inúmeras discussões mãe versus filha, o que pode ser resumido em a mãe dizendo para a filha ter cuidado com quem ela se apaixona, para ser sensata, e essas coisas que as mães tentam desesperadamente enfiar na cabeça das filhas. Mas minha prima, como a maioria das mulheres, decidiu por ignorar o que a mãe fala.

Há uns dois anos, essa mesma tia se envolveu com um homem, que, em palavras gentis, passa longe do sonho de mulheres sensatas. As irmãs tentaram (e tentarão até ela abrir os olhos, eu acredito) mostrar-lhe a verdade, que o príncipe encantado não passava de um sapo-verme. E é como ver a versão futura da minha prima. Ela não ouve, arranja brigas, e acredita piamente que toda a família, inclusive a mãe (minha avó,duh) está contra ela. Saiu daqui de casa chorando,hoje. E não há muito que possamos fazer. Ela tem que querer ver a verdade,primeiramente, e eu acho que isso não vai acontecer tão cedo.

Mas isso não é um retrato de como não existe o conceito de família perfeita, ou uma confissão amarga minha. É só mais uma amostra,um exemplo, de como o amor tem esse poder de te cegar, te torna outra pessoa. Ele chega como quem não quer nada, conquista tua amizade e simpatia, janta contigo nas quartas-feiras tediosas, e te passa a perna, pisa no teu rosto, te humilha, e te deixa pedindo por mais.

Mesmo assim, eu ainda tenho esperança que exista algo por aí como Elizabeth Bennet e Mr.Darcy.

Save Me

Sabe quando você era uma garotinha e acreditava em contos de fadas? Aquela fantasia de como sua vida seria - o vestidinho branco, o Príncipe Encantado que iria te carregar até o castelo. Você se deitava na cama à noite, fechava os olhos e acreditava piamente em tudo. No Papai Noel, na Fada dos Dentes, no Príncipe Encantado - eles tavam tão perto de você que dava para sentir o gostinho deles. Mas aí você cresce e um dia você abre os olhos e o conto de fadas desaparece. A maioria das pessoas acabam então se dedicando às coisas e às pessoas em que confiam. Mas o lance é que é difícil se desprender totalmente de um conto de fadas porque quase todo mundo tem um tiquinho de fé e esperança que um dia eles vão abrir os olhos e tudo aquilo vai se tornar realidade.
Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera. É como se, um dia qualquer, você percesse que o conto de fadas é um pouco diferente do seu sonho. O castelo pode não ser bem um castelo. E não é tão importante ter um "felizes para sempre" e sim um "felizes nesse exato momento". E, uma vez ou outra, as pessoas podem até de deixar sem fôlego...