domingo, 5 de abril de 2009

SQUEE


Sempre que eu ficava acordada até tarde fazendo nada exatamente, eu ouvia um barulho estranho. Sempre corajosa, ignorava o barulho e ficava debaixo das cobertas, com medo demais até de respirar. Até que um dia a necessidade foi maior.


Eu estava com fome. E havia nescau em casa. Então eu fui fazer. Mas tragédia.


PAMPAMPAM. Os copos e talheres estavam do lado de fora da casa, na nova área. Medo, mas o instinto de sobrevivência era maior.


Enquanto estava lá fora, e o mundo estava escuro (ok, a luz só estava apagada), eu ouvia uns squee's. E PAMPAMPAM [2], UMA LAGARTIXA CAIU, E EMITIU SEU SQUEE.


Achei tudo muito estranho,pois lagartixas não emitiam som algum. So far.


Voltei para a sala, a falar com uma amiga. Eis a conversa:


"-gente, a coisa mais estranha aconteceu!! uma lagartixa fez SQUEE pra mim {A}

- séériooo, lari??? ELA FEZ SQUEE PRA MIM TAMBÉM E DEPOIS CAIU {A}

- E eu não sabia que lagartixas emitiam sons

- Nem eu!!!"


Deposi de muito pensar, eu e lari chegamos a uma conclusão lógica: todo o disfarce de não emitir sons era parte de um plano para dominar o universo. Não,amigo leitor,as baratas não dominarão este planeta. As verdadeiras inimigas são as lagartixas.


Com seus squee's, elas podem te domiar, provocando desorientação, a.k.a escrever errado, e então todos pensam que você, amigo contaminado pela lagartixa, está louco e perigoso para a sociedade, e levam-no para um manicômio.


O squee por ela emitido se propaga por ondas até o hipotálamo, centro de controlo do corpo. Uma vez atingindo pelo poder squee, ele desestabiliza todo o controlo do corpo, e você se atrapalha para qualquer atividade.


Esse é o modo como elas trabalham. Cuidado, amigos, cuidado com os squee's. Uma vez alerta, fica mais fácil escapar.





*obs: larissa tassinari e gabriela malta correm perigo por revelar o malígno indestrutível plano da geração squee. É pedido a familia e amigos que se mudem de país e troquem de nome, para a própria segurança*

sexta-feira, 27 de março de 2009

The Host


Sim, essa é de longe a melhor obra de Meyer. Pode não parecer, mas a mórmon dona de casa, mãe de três, tange em pontos cruciais discutidos até hoje por antropólogos, psicólogos e todos aqueles que lidam com o ser humano e sua psíque.

A ficção científica da invasão alieníena da Terra, e a consequente eliminação dos seres humanos, contado pelo ponto de vista do invasor, é na realidade uma metáfora para os questionamentos comuns dos estudiosos da mente humana.

Não que haja presunção na escrita. Na realidade, Meyer mantém o ritmo simples e fluido que é sua marca registrada. Seu grande mérito foi ter a sensibilidade de perceber o quanto de nós é necessário para manter o mundo, e o quanto dos nossos atos são guiados pelos instintos.

E há a presença da fatalidade na obra. Wanda, personagem principal, junto com Mellanie, enfrenta consequencias para seus atos. Cada escolha tem seus ganhos e suas perdas. E no meio de uma guerra mental, wanda tem que lutar pra se adaptar ao turbilhão de emoções que um corpo humano traz.

Esse é outro mérito de Meyer: não usar a violência óbvia para atrair e prender leitores. Suas lutas principais são travadas na mente, e o jogo de palavras, pensamentos e racicínios decide quem sai vencedor das batalhas que ela escreve. Nada de sangue jorrando a 6 metros, ou corpos explodindo, ou tripas penduradas. A principal arma que se usa é a inteligência.

E, no término da leitura do livro, fica a pergunta: até que ponto a violência é necessária? O quanto dos nossos instintos podemos controlar? E o quanto de nós mesmos, de nossos sentimentos, sobrepõe esses instintos?



Mas se ainda assim você quiser ler crânios quebrando sozinhos, e grandes gosmas com dentes afiados engolindo seres humanos inteiros, pega um livro do King.

Crepúsculo


Okay, no mudo cult gostar da série Crepúsculo queima muito, e eu devo dizer, se prestarmos atenção na maior parte das fãs, dá pra sentir vergonha. E não pouca.


Mas o caso é que eu gosto. E muito.


Eu sei que não é o melhor livro do universo, e eu já li várias obras boas, vários autores consagrados e tudo o mais. Mas os livros da Stephenie são os meus favoritos, e ponto.

E sim, vou fazer uma resenha dele. Se quiser, leia. Se não, tem um xiszinho vermelho no canto superior direito da página que vai te ajudar.

Ao ler a primeira vez, a primeira reação é a raiva. Porque uma menina idiota é a peça central desse livro? Porque essa tal de Bella simplesmente não dá um tiro na cabeça e faz do mundo um lugar mais feliz?

Isso,amigos, passa. Ou não né, mas aí não é culpa minha.

Depois você a entende, e até a acha fofinha e engraçadinha. Tipo o Cérebro, do Pink e Cérebro.Ou a Monica, de Friends. Ou só alguém que cai muito mas é legal.

E depois você conhece esse tal de Edward. E ele é ok. Tipo claro, bonitão, mas o mundo tá cheio de bonitões chatófilos mesmo.

E aí eles começam a namorar e o livro é sobre as descobertas deles. Eles testam limites, burlam as regras normais de convivêcia humano/vampiro. Mas a descoberta mais importante é a deles como seres que podem amar loucamente. Não o amor normal homem/mulher, mas aquele que faz de você uma pessoa capaz de se sacrificar.

E isso tudo poderia ser transformado em algo muito clichê, mas a linguagem simples da Meyer, um tanto destonada com o universo teen, torna o amor deles fácil como respirar, fluido.

E conforme passam os livros, por incrível que pareça, esse love todo cresce, a relação de fortifica-se. E os dois crescem, evoluem.

E no quarto livro há o ponto máximo do relacionamento dos dois, que eu não vou revelar aqui caso, por algum milagre, isso desperte o desejo de ler o livro. Basta dizer que o final é feliz.

E quando todo mundo achava que a Steph havia cansado, BANG, os doze primeiros capítulos de Midnight Sun, o Crepúsculo pelo ponto de vista do Edward,vazaram na internet,segundo um pronunciamento oficial.

E é aí que Meyer mostrou a genialidade da saga. E por genialidade eu quero dizer romantismo.É incrível que homem possa sentir o que Edward sente. Incrível, mas não impossível. E somente aí você tem razões suficientes para admirá-lo ( ou amá-lo, no meu caso).

Mas uma coisa não me agradou na série. Não há consequências para os atos da Bella. No final, tudo dá certo pra ela. Por mais erros que ela cometa, não há castigos, não há um contrabalanço. E a impressão que fica é que ser humano não faz a mínima diferença. Ela descartou com tanta facilidade, e ainda assim foi feliz, que eu me senti um lixo por ser humana e não existirem vampiros.

Talvez por isso o ódio de muitos a série. Em todo livro com o tema vampiro, há a melancolia da privação da humanidade. Os vampiros têm superpoderes, mas não vivem de forma plena, e no fim desses livros você leva as mãos pro céu por ser como é.

Mas se Stephenie Meyer pisou na bola com Crepúsculo e afins, ela kick ass com sua outra obra, muito mais brilhante que a saga Twi.

É com prazer e alegria que apresento.....